12.7.15

GLP - GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO - Definições e Conceitos - Botijões de GLP - Aspectos operacionais - Bases de armazenamento e engarrafamento - Armazenamento de GLp em esferas - Engarrafamento de GLP - Armazenamento e comercialização - Quantidade de GLP X Quantidade e capacidade de extintores - Central - Cilindro para armazenamento - A tubulação da rede de GLP interna não pode passar no interior de: - Capacidade da Central X Afastamento permitido - Instalações com abastecimento a granel - MANUAL DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO NAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO


 GLP - GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO

Introdução

O refino do petróleo resulta em uma seqüência de produtos derivados. Entre eles estão, em ordem, os óleos combustíveis, a gasolina, o querosene, o diesel, a nafta e, finalmente o gás liquefeito de petróleo. O GLP é o ultimo da cadeia de extração por ser o mais leve deles.


Definições e Conceitos

O Gás liquefeito de petróleo (GLP) é um produto constituído de hidrocarbonetos com três ou quatro átomos de carbono (propano, propeno, butano, buteno), podendo apresentar-se em mistura entre si e com pequenas frações de outros hidrocarbonetos, onde apresenta as seguintes características:

a)  apresenta-se na forma gasosa sob a pressão atmosférica (pressão normal do ambiente);

b) é mais pesado que o ar, motivo pelo qual tende a acumular-se na partes mais baixas dos ambientes, inclusive penetrando em tubulações de esgoto através de ralos, em subsolos, porões, etc.;

c)  torna-se líquido quando submetido a altas pressões e nessa forma é armazenado em recipientes de aço;

d) apresenta grande risco de explosão ambiental quando dissipado em locais confinados (sem ventilação suficiente);

e)  quando liquefeito apresenta temperatura muito abaixo de 0º celsius, provocando queimaduras quando em contato com os seres vivos.


O armazenamento (engarrafamento) do GLP é realizado em recipientes transportáveis ou estacionários construídos em aço.

Devido à fadiga do material, decorrente de uma exposição constante a choques, intempéries e utilização contínua, bem como a falta de reciclagem e substituição pelos fornecedores, os recipientes, principalmente do tipo P-13, têm sido a causa de inúmeros problemas relacionados à falta de segurança na utilização do GLP.

Outra grande causa relacionada à falta de segurança para o GLP tem sido o seu uso indiscriminado, quase sempre proibido por lei.

Em regra geral o GLP pode ser utilizado para uso doméstico e algumas atividades comerciais e industriais.

O P-13 é subsidiado pelo Governo e só pode ser utilizado em residências unifamiliares para cocção de alimentos.

As edificações comerciais e industriais, quando permitido, estão obrigadas a utilizarem recipientes de maior volume e peso (a partir do P-45).

Existem recipientes com capacidade inferior ao P-13 (como P-5, P-2 e P-1), os quais, normalmente não possuem válvula de segurança, agravando o risco à segurança das pessoas e do patrimônio.



Há riscos que podem ser evitados ou minimizados, mas para tanto, há normas que restringem a utilização do GLP, seja em decorrência dos fins a que se destina, pela sua quantidade, ou pelas condições de armazenamento e instalações.


Aspectos operacionais

Bases de armazenamento e engarrafamento

Deverá ser checado o afastamento de segurança conforme tabela 1 da Instrução Técnica nº 28 do Decreto Estadual 46076/01, que constam em plantas do Projeto Técnico ou na relação de exigências apresentadas.

Caso haja Sistema de Resfriamento, este deverá ser manipulado por pessoal habilitado da empresa.

Verificar se tanques estacionários com mais de 500 litros de GLP possuem bloqueio de válvula automático.


Checar se tanques estacionários para envasamento de recipientes possuem registros de fechamento à distância para caso de vazamentos.

Verificar as condições de segurança contidas no Projeto Técnico, tais como extintores e demais sistemas fixos de combate.





Armazenamento e comercialização

Deverá ser verificado se a quantidade de extintores de incêndio está correta conforme tabela 2 da Instrução Técnica nº 28 do Decreto Estadual 46076/01.

Verificar se os afastamentos de segurança em relação a ralos, canaletas, produtos inflamáveis, fontes de ignição, materiais de fácil combustão, depósitos de hidrogênio, redes elétricas, encontra-se atendidos.

Verificar se a quantidade de cilindros e a forma de estocagem possuem dimensões e acessos corretos.

Checar se, havendo necessidade de corredores de inspeção, estes estão corretos.

Checar as condições gerais de segurança, conforme plantas ou relação de exigências técnicas apresentadas.

Verificar se há material para teste de vazamentos.



Central

Verificar se atende os afastamentos de segurança indicados em Projeto Técnico, conforme tabelas 3, 4 e 5 da Instrução Técnica nº 28 do Decreto Estadual 46076/01.

Checar se a quantidade de extintores está correta.

Atentar para a presença do hidrante que faz a proteção da central em edificações onde haja este tipo de Sistema de Proteção. Exceção a central que configure risco isolado.

Caso seja instalação enquadrada na tabela 6M.2, para produtos acondicionados, verificar se todos os sistemas exigidos na referida tabela estão sendo atendidos.

Verificar se a central de GLP não se encontra em forros, lajes, subsolo ou terraços de coberturas, mas sim, em áreas externas da edificação, com condições de ventilação e dissipação segura.



Obs: as distâncias podem ser reduzidas pela subdivisão da Central por paredes com altura mínima de 1,50 m e resistentes a 2 (duas) horas de fogo, podendo ser reenquadradas na tabela acima.


Instalações internas de GLP

A tubulação da rede interna não pode passar no interior de:

a)  dutos de lixo, ar condicionado e águas pluviais;

b) reservatório de água;

c)  dutos para incineradores de lixo;

d) poços e elevadores;

e)  compartimentos de equipamentos elétricos;



f)    compartimentos destinados a dormitórios, exceto quando destinada à conexão de equipamento hermeticamente isolado;

g) poços de ventilação capazes de confinar o gás proveniente de eventual vazamento;

h) qualquer vazio ou parede contígua a qualquer vão formado pela estrutura ou alvenaria, ou por estas e o solo, sem a devida ventilação. Ressalvados os vazios construídos e preparados especificamente para esse fim (shafts), os quais devem conter apenas as tubulações de gás, líquido não inflamáveis e demais acessórios, com ventilação permanente nas extremidades, sendo que estes vazios devem ser sempre visitáveis e previstos em área de ventilação permanente e garantida;

i)    qualquer tipo de forro falso ou compartilhamento não ventilado;

j)    locais de captação de ar para sistemas de ventilação;

k)  todo e qualquer local que propicie o acumulo de gás vazado.


Instalações com abastecimento a granel

Verificar se é possível abastecimento com no máximo 8m de mangueira, se não for possível, verificar que a mangueira de abastecimento não tenha que passar:

a)  por áreas internas da edificação onde possa passar veículos sobre a mangueira;

b) próximo a fonte de calor;

c)  por áreas sociais ( hall, salão de festa, etc );

d) próximo a aberturas no piso ( ralos, canaletas, caixas de esgoto, etc );

e)  checar se o abastecimento pode ser feito no interior dos limites da propriedade;

f)    avaliar se o local do veículo abastecedor fica em área aberta e ventilada e que permita manobra e escape rápido;

g) verificar se o estacionamento do veículo abastecedor não interfere na rota de fuga e que fique a no mínimo 3m desta ou atenda aos parágrafos 1º e 2º do art. 4º da portaria nº 47/99.


Uso de P-13 em edificações

Verificar se o local possui ventilação efetiva por abertura junto ao piso de 0,20m por 1,0m, voltado para o exterior da edificação:

a)  o uso deverá ser exclusivamente para cocção de alimentos para consumo próprio;

b) caso seja edificação residencial de interesse social, deverá checar;

c)  se a altura da edificação é de no máximo 6,0 (seis) m;

d) se está em área externa da edificação em pavimento térreo com rede de alimentação individual por apartamento;

e)  caso esteja junto da passagem de veículos, verificar a presença de obstáculos conforme as plantas ou a relação de exigências técnicas do Projeto Técnico;


f)    verificar a presença de recipientes danificados.



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