12.7.15

CONTROLE DE FUMAÇA - Definições e conceitos - Descrição geral - Introdução de ar limpo - Extração de fumaça - Átrio de um edifício - Componentes do Sistema - Sistema de entrada e extração natural - Entrada da edificação - Janela e veneziana de extração - Grelhas ligadas a dutos - Clarabóia ou alçapão de extração - Dutos e peças especiais - Mecanismo de acionamento dos dispositivos de extração de fumaça - Grelha - Exemplo de escada pressurizada - Grelha de extração de fumaça em dutos - Ventiladores de extração mecânica de fumaça - Exigências para edificações construídas após 31 de agosto de 2001 onde o sistema deverá ser encontrado - Sistema de extração natural - Abertura dos obturadores (alçapão com entrada de ar e alçapão para a saída da fumaça - Sistema de extração mecânica - A fonte de alimentação do sistema é feita a partir do quadro geral do edifício - MANUAL DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO NAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO


CONTROLE DE FUMAÇA

Definições e conceitos

É o sistema que promove a extração dos gases e da fumaça do local de origem do incêndio, controlando a entrada de ar (ventilação) e prevenindo a migração de fumaça e gases quentes para as áreas adjacentes não sinistradas.


Finalidade

Manutenção de um ambiente seguro nas edificações durante o tempo necessário para abandono do local sinistrado, evitando os perigos da intoxicação e falta de visibilidade pela fumaça.

Controle e redução da propagação de gases quentes e fumaça entre a área incendiada e áreas adjacentes, baixando a temperatura interna e limitando a propagação do incêndio.

Proporcionar condições dentro e fora da área incendiada que irão auxiliar nas operações de busca e resgate de pessoas, localização e controle do incêndio.


Descrição geral

O sistema de controle de fumaça consiste basicamente na introdução de ar limpo (externo à edificação) e na extração de fumaça e gases quentes, podendo ser dos seguintes tipos:



Locais principais onde haverá sistema de controle de fumaça dentro de uma edificação:

a)  espaços amplos (grandes volumes);

b) átrios ou “halls” e corredores;



c)  rotas de fuga horizontais;

d) subsolos.


Componentes do Sistema

Sistema de entrada e extração natural;

• Aberturas localizadas nas fachadas;

• Portas dos locais a extrair fumaça, localizadas nas fachadas;



• Pelos vãos das escadas abertas;


Exaustores naturais, que podem ser por:

• Abertura ou vão de extração;

• Janela e veneziana de extração;



• Grelhas ligadas a dutos;



• Clarabóia ou alçapão de extração.



• Dutos e peças especiais;



• Registros corta-fogo e fumaça;

• Mecanismos elétricos, pneumáticos e mecânicos de acionamento dos dispositivos de extração de fumaça.



Sistema de insuflação de ar e extração mecânica:

• Insuflação mecânica por meio de grelhas;



• Para escadas pressurizadas.




Extração de ar:

• grelha de extração de fumaça em dutos;



• registro corta-fogo e fumaça;

• ventiladores de extração mecânica de fumaça;



• mecanismos elétricos, pneumáticos e mecânicos de acionamento dos dispositivos de extração de fumaça.


Aspectos operacionais

Exigências:

Para edificações construídas após 31 de agosto de 2001, onde o sistema deverá ser encontrado:

a) ocupação serviços de hospedagem: aplicada para as edificações com altura superior a 60 m (somente hotéis) e, também, como sistema alternativo para a compartimentação vertical nas edificações com altura compreendida entre 12 e 30m;

b) ocupação comercial / serviços profissionais: aplicada para as edificações com altura superior a 60 m, e como sistema alternativo para a compartimentação vertical nas edificações com altura compreendida entre 12 e 30m;

c)  ocupação educacional e cultural: aplicada para as edificações com altura superior a 60 m e como sistema alternativo para a compartimentação vertical nas edificações com altura superior a 30m;

d) ocupação de locais de reunião de público: aplicada para as edificações com altura superior a 60 m e como sistema alternativo para a compartimentação vertical nas edificações do tipo (F5, F6 e F8) com altura compreendida entre 12 a 30m;

e)  ocupação de serviços de saúde e institucional: aplicada para as edificações com altura superior a 60 m, e como sistema alternativo para a compartimentação vertical nas edificações do tipo (H1, H2 e H6) com altura compreendida entre 12 a 23m e H5 com altura compreendida entre 12 a 30m;

f) ocupação de serviços automotivos e assemelhados /industrial/depósito: aplicada para as edificações com altura superior a 60 m e como sistema alternativo para aumentar o caminhamento máximo a ser percorrido para uma saída de emergência nas edificações do tipo (G1, G2, I1, I2, J1, J2, J3 e j4);

g) ocupação Túnel: aplicada para túneis com extensão superior a 500 m.



Itens a serem observados durante o atendimento da emergência:

Sistema de extração natural:

Desobstrução das aberturas e portas de entrada de ar localizadas na fachada da edificação.

Acionamento manual, através de comando alternativo localizado na central de segurança, portaria ou local de vigilância 24 horas, das aberturas de entrada de ar com previsão de acionamento elétrico, pneumático ou mecânico (observar figura abaixo).



Desobstrução dos exaustores naturais localizados na fachada ou cobertura da edificação.

Acionamento manual, através de comando alternativo localizado na central de segurança, portaria ou local de vigilância 24 horas, dos exaustores naturais com previsão de acionamento elétrico, pneumático ou mecânico (observar figura acima).


Sistema de extração mecânica

Partida manual dos ventiladores utilizados para introdução de ar limpo, através de comando alternativo localizado na central de segurança, portaria ou local de vigilância 24 horas.

Partida manual dos exaustores mecânicos com atuação na área sinistrada, através de comando alternativo localizado na central de segurança, portaria ou local de vigilância 24 horas.

Interrupção manual das operações das instalações de ventilação ou de tratamento de ar, quando existirem, a menos que essas instalações participem do controle de fumaça.

Os quadros de comando elétrico dos ventiladores e exaustores ficam localizados nas respectivas casas de máquinas, portanto, caso o comando alternativo localizado na central de segurança, portaria ou local de vigilância 24 horas não funcione, há possibilidade de se fazer o acionamento diretamente nos quadros.


A fonte de alimentação do sistema é feita a partir do quadro geral do edifício por:

a)  conjunto de baterias (no break), quando aplicável;

b) grupo motogeradores (GMG);


c)  ligação independente.



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