10.7.15

Classificação das edificações por grupo - grupo A: edificações destinadas a residências - grupo B: edificações destinadas a hotéis - grupo C: edificações destinadas a comércio - grupo D: edificações destinadas a escritórios - grupo E: edificações destinadas a escolas - grupo F: edificações destinadas a local de reunião de público - grupo G: edificações destinadas a garagens - grupo H: edificações destinadas a hotéis - grupo I: edificações destinadas a indústrias - grupo J: edificações destinadas a depósitos - grupo L: edificações destinadas a explosivos - grupo M: edificações especiais (M-1 túnel, M-2 tanques ou parques de tanques, M-3 central de comunicação e energia, M-4 propriedade em transformação, M-5 processamento de lixo, M-6 terra selvagem e M-7 pátio de container) - CMAR - Controle de Materiais de Acabamento e Revestimento - MANUAL DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO NAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO


Classificação das edificações por grupo

De acordo com o REGULAMENTO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO as edificações são classificadas por grupos, conforme segue:

a) grupo A: edificações destinadas a residências;

b) grupo B: edificações destinadas a hotéis;

c) grupo C: edificações destinadas a comércio;

d) grupo D: edificações destinadas a escritórios;

e) grupo E: edificações destinadas a escolas;

f) grupo F: edificações destinadas a local de reunião de público;

g) grupo G: edificações destinadas a garagens;

h) grupo H: edificações destinadas a hotéis;

i) grupo I: edificações destinadas a indústrias;

j) grupo J: edificações destinadas a depósitos;

l) grupo L: edificações destinadas a explosivos;

m) grupo M: edificações especiais (M-1 túnel, M-2 tanques ou parques de tanques, M-3 central de comunicação e energia, M-4 propriedade em transformação, M-5 processamento de lixo, M-6 terra selvagem e M-7 pátio de container).


Das exigências e cumprimento das medidas de segurança contra incêndio As exigências de Segurança Contra Incêndio das Edificações e Áreas de Risco são descritas no Regulamento de Segurança Contra Incêndio e nas respectivas Instruções Técnicas do CBPMESP (Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo) e variam em função do risco da edificação, ou seja, quanto maior o risco maior o nível de exigência. Didaticamente podemos analisar o risco da edificação sob quatro aspectos principais:


a)  quanto a ocupação: o uso do edifício quanto a sua ocupação influenciará diretamente nas exigências. Uma edificação destinada a local de reunião de público deve ser projetada principalmente quanto as rotas de fuga (saídas) que devem ser dimensionadas para o abandono rápido e seguro do ambiente, levando-se em consideração o número de pessoas e o percurso máximo de caminhamento até se atingir um local seguro. Já uma edificação destinada a depósito de materiais combustíveis deve ser projetada com maior rigor quanto aos sistemas de combate a incêndio (por exemplo: sistema de chuveiro automático proporcional ao risco, hidrantes com grandes vazões e volume de reserva de incêndio suficiente para um combate eficaz);

b)   quanto a área: o tamanho do edifício (área total construída) é considerado para a exigência ou não de determinada medida de segurança (exemplos: para edifícios com área inferior a 750m² não é exigido o sistema de hidrante e alarme de incêndio, porém, em edifícios com grandes áreas sem compartimentação exige-se o sistema de chuveiros automáticos);

c) quanto a altura: a altura do edifício influenciará principalmente em relação ao tipo e número de escadas, exigência de compartimetações horizontais e verticais, sistema de chuveiros automáticos, sistema de controle de fumaça e sistema de detecção automática de incêndio. Quanto mais alto o edifício maior o rigor e a quantidade das medidas de proteção, de acordo com a dificuldade de saída das pessoas, bem como da dificuldade de acesso e combate das guarnições de bombeiros;

d)   quanto a carga de incêndio: o potencial calorífico depositado no ambiente é fundamental para a definição do risco e dimensionamento correto das medidas de segurança contra incêndio. Os seguintes aspectos devem ser analisados para se determinar o correto potencial calorífico de um edifício, tais como, tipo da estrutura (combustível ou incombustível), materiais de revestimento e acabamento, bem como os materiais armazenados ou depositados no ambiente. Uma edificação com estrutura e acabamento do teto em madeira, pisos e paredes combustíveis, terá um risco bem maior do que uma outra edificação com as mesmas características (ocupação, área e altura) e construída com estrutura de concreto, com tetos, pisos e paredes incombustíveis.

Portanto, as exigências das medidas de segurança contra incêndio de uma edificação variam de acordo com as características da construção, conforme acima descrito, devendo-se analisar previamente os riscos envolvidos e posteriormente definir o melhor sistema de segurança a ser projetado, tendo-se em mente que um bom projeto é aquele que reúne a maior segurança possível com o menor custo, ou seja, o projetista deve considerar também a relação “custo-benefício” do projeto como um todo, tornando-o seguro e economicamente viável.

O Corpo de Bombeiros, preocupado com as causas de propagação de incêndio nas edificações, instituiu na legislação, a partir de abril de 2002, o Controle de Materiais de Acabamento e Revestimento das edificações (CMAR), que tem por finalidade analisar os materiais aplicados como acabamento e revestimento de paredes, pisos, tetos e coberturas das edificações, estabelecendo limites para cada ocupação quanto ao CMAR.

Os materiais de revestimento e acabamento empregados nas superfícies dos elementos construtivos das edificações, tanto nos ambientes internos como nos externos, além de atribuir características estéticas, de conforto e de durabilidade, devem ter como função impedir a propagação de fogo e o desenvolvimento da fumaça produzida quando este material queimar.

O CMAR empregado nas edificações destina-se a estabelecer padrões para o não surgimento de condições propícias ao crescimento e à propagação de incêndios, bem como, a geração de fumaça.

O bombeiro deve observar que nas rotas de fuga os materiais empregados para acabamento e revestimento devem ser incombustíveis, facilitando a saída das pessoas da edificação e permitindo o acesso dos bombeiros para as atividades de busca, salvamento e combate a incêndio.


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